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Farmacia São Paulo / Dicas de Saúde

Duvidas Antibiótico

1. Pode tomar sem receita médica?
Não pode. Para começo de conversa, o antibiótico é o medicamento indicado quando você foi infectado por uma bactéria. E só um médico consegue apontar se determinado problema foi mesmo causado por uma bactéria ou se é conseqüência do ataque de vírus e outros microorganismos, contra os quais nenhum antibiótico fará o menor efeito. Sem contar que algumas bactérias sucumbem depressa a certos remédios, mas resistem a outros. Ou seja, a figura do médico também é importante para se chegar ao antibiótico ideal para cada caso. Para completar, há outras variáveis. Por exemplo: a duração do tratamento costuma variar conforme o órgão acometido. Mais um motivo para você ser bem orientado antes de engolir um remédio desses.

2. Pode o médico acertar na escolha do antibiótico só pelo olhar clínico, sem fazer nenhum outro exame?
Até pode. Um médico experiente consegue, muitas vezes, acertar na escolha da droga somente com base em uma boa avaliação, que inclui o exame físico, o relato dos sintomas, o histórico daquele indivíduo e as observações sobre seu estado de saúde geral. Mas, claro, ele sempre poderá solicitar exames complementares. Em casos assim, um antibiograma funciona como prova dos nove, testando a reação da bactéria causadora daquela infecção a diversos antibióticos. O resultado acusa que remédio seria o mais eficaz para derrotá-la.

3. Pode um antibiótico matar todo tipo de bactéria?
Não pode. Cada microorganismo é sensível a determinadas drogas e, ainda assim, para ser destruído vai exigir uma concentração e um período de tratamento específico. Moral da história: para cada bactéria, uma sentença.

4. Pode tomar antibiótico só como prevenção, logo nos primeiros sinais de uma dor de garganta, por exemplo?
Não pode. Se a dor de garganta estiver sendo causada por um vírus – aliás como na maioria dos casos de dor de garganta – engolir antibiótico será, no mínimo, ineficaz. Sem contar que o remédio usado indevidamente poderá abrir a brecha para a entrada de bactérias resistentes a medicamentos e bem perigosas. É a famosa história do tiro que sai pela culatra.

5. Pode demorar mais de 24 horas para o antibiótico proporcionar algum alívio nos sintomas de uma infecção?
Pode, sim. Alguns sintomas, como a febre, podem demorar até 72 horas para desaparecerem de vez. No entanto, é importante que, ao longo desse período, você já note pequenas melhoras, progressivas, na sensação de dor e mal-estar. Se nada está melhorando, volte a conversar com o médico

 

por Adriana Toledo

 

 

Fibras ajudam a emagrecer

fibras-soluveis

Elas estão ocultas na consistência crocante de uma cenoura e no sabor levemente adocicado de uma maçã. Na soja e na lentilha, aparecem aos montes. E ainda emprestam suas qualidades ao arroz integral, à aveia, à linhaça e às folhas. Diferentemente de micronutrientes como a vitamina C, que dá aos alimentos um toque cítrico, as fibras não alteram o sabor da comida — interferem muito mais na textura.

Você certamente já ouviu falar dos seus benefícios, especialmente para o bom funcionamento do intestino. Agora a ciência acaba de revelar outro megafavor que as fibras prestam à nossa saúde: ajudam a esvaziar pneus do abdômen. “Quanto maior o consumo de fibras, menor o acúmulo de gordura visceral, que fica entre o intestino e outros órgãos abdominais”, garante Jaimie Davis, professora do Departamento de Medicina Preventiva na Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos. A constatação vem de um estudo que ela acaba de apresentar na China, no I Congresso Internacional de Obesidade Abdominal.

Já Huaidong Du, cientista do Instituto Nacional de Saúde Pública e Meio Ambiente, na Holanda, fez outro trabalho que confirma a relação entre as fibras e a circunferência abdominal. “Consumir mais de 10 gramas por dia durante um ano reduz um pouco menos de 1 centímetro de barriga”, conta. Essas são duas novíssimas evidências do elo entre o consumo de fibras e a eliminação do tecido adiposo — tanto aquele escondido entre os órgãos como o que impede que o botão da calça se feche. Para desvendar o complexo mecanismo por trás da redução da barriga, no entanto, é preciso entender todas as benfeitorias que elas realizam corpo adentro. A partir de agora, você abocanhará uma cenoura ou uma maçã com muito mais satisfação.

Acompanhe o raciocínio da nutricionista Ana Maria Pita Lottenberg, do Hospital das Clínicas de São Paulo: “Pessoas que consomem mais alimentos ricos em fibras tendem a ingerir menos gorduras e calorias, o que leva a um controle do peso e, consequentemente, à redução da circunferência abdominal”. Mas a explicação — que provavelmente você já ouviu antes — não é a única para justificar o fato de elas murcharem os pneus.

“As fibras formam uma goma em contato com água e tornam a digestão mais lenta, fazendo com que o açúcar seja absorvido de maneira gradual”, acrescenta a nutricionista Giane Sprada Mira, da Universidade Federal do Paraná, entregando uma chave importante para o enigma. E por que isso é bom? Ora, se não fosse assim, o organismo produziria mais insulina, o hormônio que coloca a glicose dentro das células. E, em excesso, ele favorece o estoque de gordura na região do abdômen — sem falar que libera o caminho para que o diabete se instale.

Da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, vem a prova de que a versão solúvel é capaz, também, de melhorar o sistema imunológico. “As fibras solúveis transformam células de defesa pró-inflamatórias em anti-inflamatórias”, detalha Gregory Freund, professor de patologia da instituição. Há quem atribua essa ação a um tipo específico delas, as chamadas de prebióticas — como a inulina e os fruto-oligossacarídeos. “Elas estimulam o crescimento de bactérias benéficas na flora intestinal e bloqueiam a atividade dos micro-organismos danosos”, afirma Eline Soriano, da Associação Brasileira de Nutrologi

 

Métodos de anticoncepção

Existem cinco possibilidades de se fazer a anticoncepção da mulher:

Reversíveis

1-tabela de dias férteis
2-métodos de barreira
3-dispositivos intrauterinos
4-uso de medicações hormonais

Irreversível
5-laquedura tubária

Tabela de dias férteis

A mulher ovula uma vez por mês e esta ovulação se dá teoricamente no décimo quarto dia do ciclo.
Se considerarmos que os espermatozóides, após serem depositados na vagina, têm uma vida média de 12 a 24 horas e que o óvulo, após ser captado pela trompa, estaria disponível no útero por cerca de 24 horas, a mulher seria fértil apenas 24 a 48 horas por ciclo.
Desta forma se a ovulação ser der no décimo quarto dia do ciclo, o que seria a regra precisa em um ciclo padrão, teríamos fertilidade apenas do décimo segundo ao décimo sexto dia do ciclo.
Contudo, a ovulação nem sempre ocorre com tal precisão, o que faz com que a tabela seja restrita apenas a estes dias, o que leva a uma falha de cerca de 30%. Isto porque a ovulação pode ocorrer em qualquer dia do ciclo, inclusive, excepcionalmente, durante a menstruação.
Em razão desta variação do dia da ovulação, sugere-se uma “tabela de segurança” que seria estatísticamente mais adequada: permitir relação sexual do primeiro ao sétimo dia do ciclo, considerando o primeiro dia do ciclo o primeiro dia de sangramento menstrual, e do vigésimo ao vigésimo sétimo dia do ciclo, lembrando que quanto mais próximo do décimo quarto dia do ciclo maior é o risco de fecundação.

Métodos de barreira

Chamam-se métodos de barreira aqueles que evitam a gravidez impedindo o encontro dos espermatozoides com o óvulo na vagina.
Os principais são:
- Geleias anticoncepcionais, que, por serem ácidas, matam os espermatozoides. 
Terão que ser usadas imediatamente antes do início de cada ato sexual.
- Condom, a chamada camisinha masculina.
- Diafragma, usado pela mulher junto com geleia anticoncepcional.
Colocado cerca de 1 hora antes de iniciar o ato sexual e retirado após 24 horas.
- A camisa feminina, usada pela mulher antes de iniciar o ato sexual 
Estes são métodos que exigem correta aplicação para serem eficientes, necessitando um bom entrosamento do casal.

Dispositivos intrauterinos (DIU)

Os dispositivos intrauterinos são artefatos feitos de plásticos inertes, geralmente silicone, de vários formatos, que são colocados dentro do útero.
Dependendo do tipo podem permanecer de 3 a 5 anos dentro do útero.
O mecanismo de ação seria explicado pela reação do endométrio, tecido interno do útero, que se tornaria hostil ao espermatozoide, ou pelo impedimento da fixação no útero de um ôvo fecundado.
Existem DIUs com envoltório de cobre, metal este que continuamente libera ions cobre, que são letais para os espermatozoides, potencializando assim a reação endometrial..
Existe também um tipo de DIU medicado com hormônio, o que dá mais eficiência ao método – ação local+ação hormonal.
Como principais efeitos colaterais temos as cólicas, sangramentos intermenstruais, sangramentos menstruais mais volumosos e possibilidade de infecções.
Exige acompanhamento médico permanente e tem falha de apenas 0.8%.
A maioria das mulheres se adapta bem, com nenhum ou mínimos efeitos colaterais.
Tem a vantagem de não interferir no metabolismo hormonal.

Medicações hormonais

As medicações hormonais baseiam-se no bloqueio da ovulação pela administração de hormônios por diferentes vias: orais, transdérmicos, injetáveis e implantes.
É o método de menor índice de falha, cerca de 0.2%.
Como efeitos colaterais mais frequentes temos ganho de pêso, nauseas, sangramento uterino intermenstrual, aumentos das varicosidades de membros inferiores, aumento da coagulação sanguinea.
Os efeitos colaterais são extremamente variáveis de mulher para mulher , desde ausentes até intensos, obrigando muitas vezes a interrupção.
As medicações orais são as mais usadas pela praticidade e menores efeitos colaterais, principalmente os chamados de última geração.
Um grupo de anticoncepcionais orais são de uso contínuo, suspendendo o sangramento menstrual enquanto usados.
São muito úteis para evitar a tensão pré menstrual, as cólicas menstruais e o desconforto mensal de usar absorventes.
Estudos demonstram que a supressão da menstruação por longo período não traz risco para a saúde feminina, voltando tudo ao normal após suspensão do medicamento.
Os anticoncepcionais transdérmicos são apresentados na forma de adesivos, que são trocados a cada 7 dias.
Os anticoncepcionais injetáveis podem ser administrados mensal ou trimestralmente.
Os implantes são pequenos e finos tubos de hormônio inseridos no tecido subcutâneo, na face interna do braço, que tem efeito anticoncepcional por 3 anos.

Laqueadura tubária

A laqueadura tubária consiste na ligadura das trompas, o que impede o óvulo de chegar ao útero.
É método cirúrgico, em princípio irreversível, sendo portanto um tratamento que exige considerar todas as consequencias antes de se decidir adotá-lo.
A recanalização das trompas, também por intervenção cirúrgica, tem sucesso em apenas cerca de 30% dos casos.

Pelo exposto, verifica-se que as possibilidades de anticoncepção são diversas, cada uma com vantagens e desvantagens, maior ou menor eficiência.
Caberá ao médico escolher o método que melhor se adapte à paciente, após uma discussão ampla e clara do custo-benefício do método, para que não reste nenhuma dúvida sobre o tratamento proposto.

 

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